ainda nem terminei de ouvir o álbum (mas quase). o baixo foi me levando ao longo de todas as canções, e por isso eu não esperava (mas deveria): um tipo de linha setentista, entre psicodelia e soul, quase disco às vezes, uma bateria como nunca ouvi nos ff, com um timbre moderno, algumas músicas que me lembraram tv on the radio (mas por pouco, bem pouco), shuggie otis, ecos de outros álbuns do próprio ff. aliás, esse tipo de exploração do mesmo tipo de “turn of phrase” (no caso aqui frase nem sempre é melódica; às vezes é algo mais estrutural) me agrada muito e me emociona, quando o artista deixa ver suas voltas a algo que não consegue deixar quieto, algo que não se esgotou. ff mudou muito, e no entanto volta às mesmas ideias, sempre como ramificações, mundos possíveis de si. o clima de ontem para hoje ficou perfeito para esse advento musical: as primeiras chuvas depois da seca de 2020 em brasília, uma lembrança longínqua de dias mais ingênuos, de weirding words abounding.

p.s.: de repente entra morgan henderson na música que chegou depois que publiquei o post e a situação se agrava. ele e tim bernardes juntos. um desbarranco.

e em seguida, antes de eu clicar em “update”, começa “thymia”, já refletindo diretamente na garganta aqui. como todo álbum dos ff, shore é sensorialíssimo e estou achando que a reta final dele é onde moram os punti luminosi.

Publicado por

Maíra Mendes Galvão

maquinista.

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