scintilla animae

não ter a gravidade de duas patacas
que atingem o piso e tilintam

ter a gravidade sim de um crânio
plumbum,! ponderoso gongo

cujo grau de dureza veio do
crescimento endógeno do tempo

entremeando-se dobras sobre dobras
nos regos e axilas das curvas

dos 2 polos que mal sabem de suas
encruzilhadas nomeadas teimosamente

como relações de acesso
entrepostos de mundos possíveis

cancros de teoremas que são
agonia dialogia tritonia

ou broma rastelada de fulcro
do castelo da arcada de sonho

diaconisas em santidade forjada
bigorna sobre meu coro

enquanto imagem dobrada
como desdobrar os urros

de um desejo esquecido
dos pinotes avizinhados

selo grande, revém têmpera
alma grossa de ossatura

dos ritmos sincopados
disto que se diz fêmea

está tudo demasiado opaco
está tudo finalmente

finalmente enganado

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Publicado por

Maíra Mendes Galvão

maquinista.

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