mais 1 sonho no rés do fôlego

me condenou com 1 ou mais dedos chuçando meu estômago, ou era o baço? em sentença gestual que não rompeu carne, durante visita que fiz radiante de futuros – o alegre do porvir pequeno – e vadeava pelas pilhas em sua casa como se fossem safra: aliás, tudo era prole, pois ela vê seu mundo como descendente.

enfim, flauteava com os cabelos frescos e cheios, passados do rubro ao ruço – tão diferente, até o viso – o viço transfigurado, na verdade renovado pela turpitude; talvez me tenha acicatado uma sonda, uma ligação ou empatia por cateterismo, já que, afinal, reletrei parte polpuda de seus durames.

saí assombrada por seu cariz, e dali em diante virou assunto de café na varanda onde assomaram duas figuras originárias de sua casa, manticora e quimera – esta última animada; nas pontas, cabeças de eleá e onça –, como mensagem encriptada por um dilema ao vazio dos quartos, destinada a matar ou alimentar minha ventriloquacidade anêmica.

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Publicado por

Maíra Mendes Galvão

maquinista.

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