se sente menina ou mulher?

•terça-feira, fevereiro 17, 2015 • Deixe um comentário

quais são as diferenças, na vida íntima, entre ser menina e mulher?

1. o desencanto

os encantamentos ficam cada vez mais passageiros, menores, duvidosos.

2. o desalento

antes se bastava, havia alento em si, agora é só exposto e lateja.

3. o despir-se

sair do armário proverbial (sem os paramentos).

4. o mundo desabitado

perceber que a mulher é invisível. toda mulher é sozinha.

5. as desmentiras

uma por uma, seu desfio, sua cadência.

acuidade vulnácula

•terça-feira, fevereiro 10, 2015 • Deixe um comentário

fibromiasma no lugar de leito

a cabeça de penas e lacunas

um aperto nas conas – a de nervo e a de sangue

– melindroso fez visita

impromptuosa

lancina ancora cona-píncara

e retorna, anacruz.

filosofia de facebook e outros caco(ete)s

•terça-feira, fevereiro 3, 2015 • 4 Comentários

fiz um apanhado das coisas que andei declarando naquela nossa relutante casa

a coragem de quebrar o mistério


ter solidariedade e praticar companheirismo é muito difícil para muitos – embora sejam, na minha opinião, sinais de cuidado e carinho muito mais reais do que “dar conselhos” o tempo todo, que é o que muito se faz em nome de ser cuidadoso com o outro.


em um mundo desigual, a presunção de “bom senso” é basicamente manutenção de privilégio.


Facebook: onde até demonstrar maior interesse por coisas importantes é taxado de modinha.


gente que nunca sai por baixo de situação alguma: inspiração ou vespeiro?


busco: manobras catárticas


filosofia de facebook do dia: se diz que quanto mais você se desvencilha da influência dos outros, mais verdadeiro você é. que verdade é essa que só aparece quando se tenta desvencilhar daquela coisa que faz a gente mais gente, que é o coletivo? dá pra fazer analogia com habitat natural vs laboratório? não gosto muito de analogias.


Para quem está acompanhando a saga: Fortunata, a Twinga, está nos estertores. Não chegará a SP. Voltou a dar problema. A dona ainda não sabe exatamente o que fazer. Mas os descaminhos – de gravidade moderada – são certamente escolhas para acelerar um crescimento por demais tardio. Apostar no desconfiável para mergulhar em líquido revelador. A figura sai ainda desfocada – menos nos olhos.


quem sacraliza embrião e adora um biologismo: pela própria lógica, é tudo fruta. ;)


gente… me desculpem os posts meio confessionais – ou quase – de ultimamente, mas… 2014 esteve intenso e fechou brutal, e 2015 começou sem trégua. como vejo que é pra todo mundo, tomo a licença. sou a favor demais do conflito, de encarar as coisas feias da vida e tudo o mais. tem hora que reviro as órbitas pra slogans do tipo “mais amor por favor”. mas vamos lá. sem cinismo. também acho que a gente vê o outro pouco demais. a gente se acostumou. e tem falta de carinho, falta de generosidade. caracas. quanta gente morrendo cedo. nunca é tarde pra valorizar as pessoas (difíceis, lindas, falhas, inescrutáveis como todes nós) e os momentos produzidos por elas. sou meio econômica nos abraços às vezes, mas quero melhorar isso. literal e metaforicamente.


Filosofia de botec… ops, Facebook do dia: a gente se aventura unido mas se fode sozinho.


pessoas de grupos privilegiados tendem a reagir quando confundem a crítica à estrutura do privilégio com deslegitimação de seus problemas pessoais (tou sendo poliana demais?)


para entender o que é privilégio, é preciso olhar para o invisível.


uma das poucas coisas de que gosto desde criança é o esconderijo.


escrever é tão difícil porque tudo é tão variável. por isso prefiro inventar regras autoportantes.


aquela velha história: olhar para trás e ver com olhos abrilhantados o que antes parecia opaco. ser autocrítico deveria ser proibido no presente e funcionar apenas retroativamente. tive medo de abrir meus blogs antigos e encontrar muito sangue no olho, mas achei coisas vivas, seiva circuladora, passeando alheia aos meus desenganos. ê lerê.


que lástima que ‘patético’ passou a ser usada pejorativamente. tantas boas possibilidades… que saco esse mundo paudurescente.


eu gosto de envelhecer


‘tradição’ vem do latim traditio, que significa transmitir, passar algo a alguém. às vezes o lado dinâmico dessa família de palavras é esquecido.


(‘cotejar’ me lembra uma saúva andando com um certo rebolado: “lá vai a formiguinha cotejando”)


dica (principalmente para acadêmicos e jornalistas): diferença não é contradição.


(das versões de all things must pass) mudança talvez seja o ápice da consistência – dadas milhões de ressalvas – mas essa opinião é provisória. quando mudança não ocorre, é uma espécie de mudar em si mesma. as coisas mudam, mesmo quando mudam para o (aparentemente) mesmo.


quero todos os tempos


bati minha pinça nas palhinhas da cadeira meio sem pensar e percebi que tinha uma nota. minha pinça-diapasão é em ré. hehehe (ou ré ré ré)


aprendi a ler no colo do meu avô, antes do tempo; tinha pressa e ele sabia. tive o privilégio de ser primeira neta e editora – como ele gostava de dizer – desse homem admirável, patriarca de uma família linda e cheia de amor. ele se foi ainda cheio de vida, fazendo planos, grande em ideias e letras, in media res, pois alguém assim não acaba nunca.


Tenho a impressão de que a função do Facebook ainda será (já quase é) a de validar pensamentos e atitudes. Que a pessoa sente que precisa postar para ter de fato pensado em algo ou, mais frequentemente, reclamado de algo, elogiado alguém etc. Metapostando no JK, câmbio.


incidentes de escutar música barroca italiana: você ouve a cantora lamentando: “tu sei fudido, sei lá, sassarica”.


is a human trampoline


tomei um monte de coca zero e fiquei maquinando


depois de 31 longos anos, finalmente consegui entender que não há uma mente brilhante nesta cabeça. (o que ajuda a provar o ponto). e agora? já posso ser rica? (leia-se: criança classe média sempre se acha no direito de algo, se não é ser um gênio é ser endinheirada)


some people’s lives consist of little else but an enormous unaware effort towards pleasantries. they are well oiled machines of pleasant utterances, platitudes and the right amount of learned attitude. I’ll bet they’re really happy.


ai mas é tanto bla bla bla nessa vida neste mundo nesta cachola. tem razão pra tudo. pelo menos umas 4 ou 5 pra cada coisa. rrraios!


agora toda vez que eu como, depois que a fome tá saciada, penso que deveria ter comido arroz e feijão. a não ser quando como arroz e feijão.


She has no inhibitions to try to make things happen — even though she may come out of it badly


precisa-se: mentor(a)


de um modo

espaço tomado por azul adelgaçante

silente. cioso.

militimbrado


nem todo virtuosismo é estéril e nem tudo o que vem cru das tripas é aproveitável


pagar pra ver: realização de complexidade inerente?


trabalhando e pensando besteirol: os aviões quando se deslocam deixam uma esteira de turbulência, que é um vortex de ar. daí me lembrei de uma história segundo a qual, quando alguém solta pum e anda, vai fazendo um vortex atrás de si (e por isso que recomendam uma retirada a la siri, de lado, quando isso ocorre). pois é, gente, quando estiverem andando no xopis nessa época de natal, cheia de gente, tomem cuidado com as esteiras de turbulência! recomendo aplicar mínimos de separação razoáveis.


por que todo mundo que canta samba abre os braços que nem o cristo redentor?


das palavras que cunhei: “clitorintumescência”


Homem na fila: “minha namorada tem 94 anos. Dança forró a noite toda. E come uma rapadura inteira!”


quando jornalista usa “rapaziada”, pode crer que é pra falar de algo sobre o que ele nada entendeu.


eu faço assim, assim e assado. boa noite.


se diz por aí que a felicidade está nas pequenas coisas. coisas pequenas como status de facebook também? acho que não. e a grandeza das pessoas, está nas peculiaridades? hm. não sei, e se todas as peculiaridades são celebradas ad nauseam? e a verdade feia por trás da motivação de declarar em feed público essas supostas e supérfluas peculiaridades? que fazer com esse ruído ao fundo?


pessoal de brasília: joga diabo verde nesse ralo aí. tou chegando domingo e nado mal.


acho bizarra essa moda de vídeo de “unboxing”. aliás, “box” é gíria para vagina, então ninguém me convence de que não há algo de perverso aí.


NEUTRALIDADE não serve pra porra nenhuma quando o desequilíbrio já existe. GET OVER IT.


gente, só esta semana (e ainda é quinta) já me impedi várias vezes de postar coisas apontando defeitos da vida, do ser humano, da embalagem de goiabada, do ego, dos outros, de tudo. tem hora que dá muito medo do espírito do nosso tempo.


quem ama, peidoa


hoje vi o trajano vieira dizer, com a maior veemência e sincera surpresa: “teve uma inglesa, vejam bem, uma MO-ÇA! que fez uma tradução belíssima de homero […]” (acho que ele confundiu: achou que moça quer dizer “poodle”, sei lá)


depois de uns anos de uso de facebook, minha conclusão é: adultos não existem.


outro dia sonhei que fazia trapézio. logo eu, que tenho medo de altura e pouca propensão natural às atividades físicas, além de ser monocular e ter uma capacidade duvidosa de calcular distâncias. mas era bom demais, no sonho.


comofas: ser descrente e precisar de uma iluminação divina?


a imobiliária se chama moura dias.


reflexão provocada pelo nascimento do meu sobrinho: quando nasce bebê com vagina, se ela sai gaiteira, ou seja, dando muito pum e arroto, todo mundo faz que não vê (ou limita-se às risadinhas ternas). quando bebê tem pênis, enche-se a boca para dizer que ele peida e arrota com convicção, afinal, “já nasceu bem rapaz”. desejo a ele, ainda tão alheio a todas as convenções a que o vão submeter, muita convicção nesta vida (para ser mole e encouraçado na medida em que desejar) e muita serenidade nos deslizes e abismos (os arroubos mais sentimentais, reservo à esfera pessoal). e às ainda hipotéticas meninas que vão nascer, desejo tudo isso e mais a audácia de crescerem deixando brotar à superfície todos os direitos que se lhe roubam desde antes do nascimento, incluindo o livre exercício de suas funções corporais.


Eusoueusoueusoueusouaaaaaaaaamasaspessoassãoaspessoassãoaspessoasaspessoasaspessoastemgentequetemgentequetemgentequemaseeeewweunãoeusoueusoueusou


tarra aqui pensano… mils artigos por aí nos sites nerds de que gosto falando sobre como o público já está pronto para personagens de “mulheres fortes”; ok. todo mundo já sabe que sempre reclamo dessa história de que mulher forte = parecida com homem (leia-se: forte fisicamente ou turrona ou que faz coisas que homem faz segundo a sociedade, tipo consertar coisas e ter poucas emoções). daí pensei: e por que as personagens femininas que já temos, as “não-fortes”, não são fortes, afinal? acho que tem (grosso modo) duas coisas: uma é que elas são personagens mal desenvolvidas, então são fracas enquanto personagens; nem é possível analisá-las como “personalidades” fictícias. o que representam não é uma pessoa, enfim, mas outras coisas como estereótipos, fantasias, totens. a outra resposta é que esse “forte” ditado por aspectos considerados masculinos é simplesmente o tido como forte pela própria cultura que determinou o que é forte e o que é fraco. então é claro que essa classificação seria enviesada mesmo que as personagens fossem, de fato, melhor desenvolvidas em sua pessoidade fictícia.


vendo uns e outros curtas atuais (e até longas também), comecei a perceber um padrão: muitas protagonistas mulheres são filmadas sob uma perspectiva bastante voyeurística (aparecendo nuas ou não), que cria uma atmosfera de mistério e sedução, que cria, sem explicar o porquê, a impressão de um ser tão belo e complexo que não é exatamente uma mulher, uma pessoa, mas sim um unicórnio: uma fantasia. agora, não quero dizer que esse tipo de personagem não possa nunca existir. mas desejo que se crie mais protagonistas mulheres que sejam personagens desenvolvidos, com nuances e aflorações, com tudo. ou seja, que sejam mais gente e menos unicórnio. e talvez, por que não, mais personagens masculinos vistos voyeurísticamente.


um carro não basta. preciso de uma tardis.


não aguento quando escrevem “pré-conceito” como se fosse grande novidade que “preconceito” contém o prefixo “pré” e esse prefixo de fato serve um propósito.


devagar e sempre, a vida me convenceu de que maldade existe. o próximo passo parece ser me convencer de que ela é predominante.


uma dica pruzomi que “elogiam” as mulheres que bebem uísque ou escutam frank zappa ou qualquer outra coisa associada com um gosto masculino. uma dica por partes. 1. você está assumindo que o gosto “masculino” é melhor. 2. esse gosto não é masculino, somente socialmente construído como masculino, na pior das hipóteses. 3. ao fazer isso, você está dizendo que as outras mulheres são piores, ou seja, tentando elogiar uma mulher colocando as outras como inferiores. cuidado que a sororidade te pega pra capar! ;) 4. ao fazer isso, você limita sua própria gama de possibilidades. e se um dia você quiser beber um cosmopolitan? não vá me dizer que isso é coisa de mulherzinha como se fosse um xingamento, fazendo favor. 5. eu sei que alguns de vocês elogiam, mas, lá no fundo, secretamente, estão pensando que a mulher é poser e faz isso pra imitar, pra agradar. minha dica é: vá pro raio que o parta.


unconscious biases: todo mundo tem, que nem um ocasional chulezinho.


espírito de fuçância

jogral

•segunda-feira, junho 16, 2014 • Deixe um comentário

recapitulo: sem esmerilhar, com soluços episódicos

 

episódio: capitaneio no mar incluso, for a fortnight

 

soluciono: jogo sem tabuleiro, mate por escanteio

 

entabulo: peças pelos cantos, brados pelas cordas

 

e as duas margens não se fizeram encontrar na terça.

da alienação da natureza

•domingo, abril 13, 2014 • Deixe um comentário

 

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[apresentação]

não tenho o que dizer neste blog sobre minha vida em alto paraíso, a cidade. ali embaixo escrevi, à época da mudança, como se fosse manter um diário da vida altense e até me embrenhei pela cunhagem de gentílicos. aqui, no entanto, vivo na cidade um tanto imprecisamente, nas bordas, sem encaixe no viver de todo dia. cheguei buscando mais a população inanimada do que os ânimos encharcados de promessas celestiais. aqui tem gente que faz, mas que faz e faz e faz o idêntico, o proposto artístico mas em verdade artesanóstico e a cada falso ciclo se faz da mesma estopa, por trás das cortinas estupefacientes de almejos e delírios místicos. não me espelho, talvez por audácia, talvez por catarática visão, e, assim, não me acode escrever sobre os passos debilitados da teratorbidez desta baixada altense.

me encrava a escrita do empuxo deste paquidérmico chão, ainda que dela eu queira me desarranjar, ser filha pródiga, que de afeto por buscas e vida examinada grita por outros mistérios. é assim que se me aparece essa magnetitude: busco a natureza sem desmedida fuga, sem louvores de gaias e ceres e pachas. busco nela a confrontação com o que é além, com o que é não-identificado, com o objeto claro e ao mesmo tempo impenetrável. busco o alienar para que rejeite o alienar, para ser o momento que me lançará ao ruído.

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[epígrafe]

a vista mergulhada no aquém-horizonte opera com a matéria que se oferece para, mais certamente, intentar prospecção no além-horizonte.

o espaço cogitado, delimitado pela linha certeira e iluminado pelo mesmo astro; observado pelo mesmo satélite, inclui desse e de outros corpos celestes, em vaga momentânea, carga urgente, ânsia cristalografada.

essa condição alienígena, essa devastadora apartação em sua desarvorada potência, é fantasmagoria em ato de captura; o que em efeito estraçalha os empoçados afetos; o que turbina o ensaio da partida; o que escora os ignotos decantados.

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[corpo]

se saio, escolho a emboscada mútua. desconfio que nenhuma direção é intencional. quero ir embora, mas não me escapa nunca a captura avara de voracidades que se me estendem e, por sua vez, também me capturam neste lugar de imensos e eternos.

existe aqui maior atividade e urgência do que logra a superfície das gentes a estagnar as possibilidades metafísicas de suas biliares cogitações.

existe aberta e também soterrada a laborícola pungência daquilo que não pode deixar de ser, que não pode querer deixar, que não pode querer.

os que se apresentam como cheios de quereres, a eles falta fio. enquanto me distraio em delírios de outridade, corpo entregue ao assentar na cegueira das querências, tudo em volta que existe persiste ainda em captura e desafia os tentativos desterros.

quero saber se essa operação também se desfia, se também assente e também desiste. quero perguntar, enquanto sei do vão que é, quero insistir e insuflar o querer e o existir, e percolar emaranhados medrados pela urgência e ser a própria precipitação; recaindo sobre o avesso, alçando vão, especulando a existência no cogito de todos os dias, até que a conta desses dias se desarranje e desarredonde e o destempero se me carregue.

 

mergulho nas profundezas do asfalto

•quinta-feira, fevereiro 6, 2014 • Deixe um comentário

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“The Rainebow is a thing admirable in the world, which ravisheth often the eyes and spirits of men in consideration of his rich intermingled colours which are seene under the cloudes, seeming as the glistering of the starres, pretious stones, & ornaments of the most beautious flowers… I will shew you how you may doe it at your doore, by a fine and facill experiment. Take water in your mouth, and turne your backe to the Sunne, and your face against some obscure place, then blow out the water which is in your mouth, that it may bee sprinkled in small drops and vapours: you shall see these atomes vapours in the beames of the Sunne to turne into a faire Rainebow, but all the griefe is that it lasteth not but soone is vanished.”

Hendrik van Etten, Mathematicall Recreations (1633)

Fonte: Ask the Past

Que os adereços sejam postos abaixo, um a um. Que sejam ignorados e se recolham ao solo. Entrincheirados, que se confundam entre eles. Que se façam intercambiantes. Que incorram – mas não todos – em aniquilação mútua causada por excesso de fricção. Que seus restos sejam alçados à superfície pelos remanescentes em um gesto que denuncia a já naturalizada aceitação de sua condição intraterrena; configurando-se, assim, o próprio desterro. Que essa já transmutada população quase tuberosa finalmente passe a descobrir o conceito de concavidade e a manipular o solo e criar entremeios. Que, nos seminovos entressolos, comecem a se desvencilhar de sua condição intercambiante. Que decidam, primeiramente em conjunto e depois por si, quais são os pontos exatos a partir dos quais escavar galerias, conectando apontadas concavidades. Que, assim, finalmente se apercebam de que seu aparato mental não é somente um jogo de entidades discretas mas também é um emaranhado de linhas telegráficas e que, afinal, as galerias não se trataram de necessidade mas escolha.

cristalografia

•quarta-feira, novembro 20, 2013 • Deixe um comentário

no crisol, cristalogia que intento acumular

é o avistado que se embrenha e transforma

nas cristas e crenelagens, grisol

o zênite se espraia e, de gris, tinge

de vez, tudo pré-maduro,

sustentando o suspenso sem fim,

adiando a mundos, afora de resolução,

tateando em letras o vocovocífero

do verde de lastro e pedra.

dos limites das sombras e

de seu deslocamento, vejo,

em quase glaceada órbita,

toda a petrologia

e ignitude

em seus recônditos de cumes geminados,

pretenso planalto,

por isso vivente.

aceito, assim,

a topologia,

que, de rompante, iterativa me acompanha

e reconheço essa face das faces,

cresta em toda volta,

com intenção de ser infinda

crostalogia,

fundante assombração.

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